domingo, 21 de setembro de 2008

A safada do clima

Quando meus pais vieram nos visitar da primeira vez, eu dei para o meu pai um termômetro com receptor sem fio para usar no sítio. Você pode pôr o receptor a até trocentos metros de distância e deixar o visor dentro de casa, medindo temperaturas interna, externa e registrando máximas e mínimas.

Quando ele veio da segunda vez, disse que estava adorando o termômetro e que nós devíamos ter um igual, para saber que temperatura fazia lá fora. Nós já tínhamos um, só que com fio -- o visor fica do lado da porta, um fiozinho passa pelo batente e lá fora fica o medidor, só que do lado da lâmpada, então pouco preciso.

Ele saiu e voltou com um termômetro para nós, igual ao dele. Ou melhor, quase igual. Funciona muito bem e tal, mas o visor traz, além de todos os dados importantes, uma loura fatal que muda de roupa conforme o clima.

Como isso foi na primavera, achamos até que meio natural que a mulherzinha, empolgada, fosse tirando a roupa e passasse o verão quase todo só de biquini -- ótima roupa, aliás, para sair para uma interpretação ou dar aulas na faculdade. Tá, não demos muita bola para a mulherzinha.

Só que agora começou a esfriar, e aí reparamos que a mulher é mais calorenta que o Tocha Humana. 25 graus e ela de top e microssaia. 20 graus e nada, a mulher continua cobrindo só 15% do corpo.

Ela ganhou um apelido aqui em casa, mas para fins de censura digamos que seja "safada". Na verdade é um pouquinho pior, mas o significado é o mesmo.

Repare na foto: 17,5 graus e só aí ela colocou uma meia por baixo da saia e um top de manga longa (nota-se que é canadense, a julgar pelo conceito de moda da p... quer dizer, safada do clima).

Acabei ficando obcecada em descobrir quando é que o diabo da mulher vai cobrir o umbigo. Quando a temperatura chegou a 11 ela se dignou a calçar botas, mas o umbigo continua lá.

Acho melhor eu parar de seguir os conselhos dessa mulherzinha na hora de me vestir.

4 comentários:

Anônimo disse...

E eu que pensava já ter visto de tudo. Prostituição pela "internet" eu sabia que existia, mas através de termômetros digitais de máxima e mínima, nunca imaginei! Vocês examinaram bem o aparelho? Leram atentamente o manual? Quem sabe se não há um botão que, apertado, faz com que a "moça" saia de dentro em forma de boneca inflável? ass.) Aquele que vocês sabem quem é.

carladuc disse...

Mas não é assim que as Canadenses fazem? Digo, mesmo?

Porque já vi aqui holandesas de mini saia em temperaturas que eu não julgava possível. Acho que é mutação genética.

Carol disse...

Não, pelo contrário. Acho que a maioria das pessoas aqui é mais friorenta do que a gente. Nestes dias a temperatura chegou a 10, 15 graus e já vimos gente vestida como em uma expedição ao Ártico. Muita gente usando cachecol, casacos pesados... A gente ainda não tirou os cachecóis do armário e no máximo usamos um casaco médio.

No inverno às vezes tem gente fazendo "statement", sim. Mas é claramente para chamar a atenção. No geral, o povo daqui tem um medo meio exagerado do frio.

Mas voltando à mulherzinha: reparou no tamanhico da cabeça dela? Não cabem mais de dois neurônios.

Gus disse...

Há um detalhe importante: o termômetro é feito na china. A mulherzinha deve ser a visão de um chinês sobre como os canadenses vivem no Ártico, hehehe.