quarta-feira, 9 de julho de 2008

Niu iórque, niu iórque!

Passamos 4 dias em New Jersey com o Daniel e a Alê, para comemorar o aniversário do Eric, além de ver os amigos, descansar e passear, é claro. Foi muito legal.

Tivemos direito a:

Guitar Hero
(heroizões e heroizinho)


Fogos de 4 de julho
(vistos desde NJ)


MoMA
(tinha uma exposição especial sobre as interações de Dalí com o cinema, adoramos!)




Festinha!
(repleta de balões, bichinhos e docinhos deliciosos)


E uma boa dose de Eric...


... e mais Eric - "pucci" para os íntimos
(afinal, ele foi o pretexto oficial da nossa visita)


Não levem a mal, Nádia, Lígia e outros que estavam nas redondezas, mas desta vez nossa viagem foi com dedicação exclusiva.

* * *

A volta para Toronto foi digna de nota.

Assim como da outra vez que fomos para NJ, nossos vôos se atrasaram entre 3 e 4 horas, tanto na ida quanto na volta. Na ida já tínhamos perdido um pouco a paciência. Na volta, então, o péssimo atendimento do pessoal da Air Canada e do aeroporto, somado a horários que nunca se cumpriam e ao aeroporto esculhambado, com banheiros sujos, restaurantes fechando, etc. acabou com nosso humor. Devíamos sair às 9 e pousar às 10 e pouco, mas só saímos de NJ bem depois da meia-noite.

O aeroporto de Toronto não funciona a noite toda. Ele fecha lá pela meia-noite e só reabre umas 6 da manhã. Chegamos quase às 2h e nos arrastamos para a imigração, que estava deserta. Fomos atendidos por uma chinezinha com um sorriso de orelha a orelha, que puxou o maior papo.

Ela também estudou Engenharia na U of T e ficou falando com o Gustavo até descobrir um professor em comum. Perguntou quando ele ia acabar o doutorado e, vendo a cara de dúvida dele, começou a comparar pesquisas em ciências sociais ("você só termina a tese quando conclui seu pensamento") versus ciências exatas ("quando o experimento dá o resultado que tem que dar, acabou"). Perguntou o que eu fazia, como estava o tempo em Nova York... Tudo rindo, na maior empolgação. Só faltou nos convidar para ir ali tomar um chopp.

Quando passamos, ela abriu a portinha de trás do guichê e perguntou:
- O avião de vocês estava muito cheio?
- Não, só uma meia dúzia de pessoas.
- Então isso significa que vocês são os últimos passageiros?
- Acho que sim.

Ela deu um soquinho no ar e gritou: "Yeeeeeyy!!!"

Percebemos que ela estava encerrando o expediente.

Passamos no banheiro antes de sair do aeroporto. No fim, só faltava entregar a declaração de alfândega para o fiscal e torcer para que ainda houvesse algum táxi.

Quando chegamos no fiscal, um cara branco, magro e meio grisalho, fardado, ele pegou a fichinha e parou na nossa frente. Achamos aquilo esquisito e paramos. Ele olhou para ficha e olhou para o Gustavo:
- Mr. Gustavo?
-Sim.

E para mim:
-Carolina?
-Sim.

Pausa tensa.

- Eu lamento ter que lhes dizer isto...

Mais pausa tensa.

- ... mas vocês são os últimos a saírem do aeroporto.

Abriu um sorriso e nos deixou passar (o sub-fiscal ou coisa que o valha que estava do lado dele também achou a maior graça).

Chegamos em casa quase às 3h, num ótimo humor (bom, pelo menos muito melhor do que esperávamos). Ficamos nos perguntando se o aeroporto canadense é mesmo seguro nas mãos de uma polícia federal que trata os passageiros como se fossem seus melhores amigos, mas o fato é que todos fizeram o serviço completo (a chinesa da imigração soube um monte de informações sobre a nossa vida e a nossa viagem), mas sem terem que fazer aquela pose toda de "I'm bad", sem abusar da autoridade e sobretudo sem mau humor (nós chegamos mais de 3 horas atrasados e eles queriam ir para casa, então seria até compreensível se eles estivessem meio fulos).

Concluímos que, quando a gente tem a ligeira impressão de que estamos numa pegadinha do "Just for Gags", é porque chegamos em casa.

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