quinta-feira, 22 de julho de 2010

Atualizações culinárias

Este blog acabou ficando meio parado por excesso de trabalho, mas se tem uma coisa que temos feito muito é cozinhar e experimentar receitas novas. O mestre Gatattouille foi ficando cada vez mais versátil e exigente (principalmente exigente, ô bicho rabujento...)

Felizmente, receita não envelhece, então tanto faz se estas são atuais ou não.

Separei três: uma feita no inverno, outra na primavera e outra no verão (ontem mesmo).

Vocês aí que agora mesmo estão congelando sob os inclementes 19 graus do inverno polar brasileiro, aproveitem! Embrulhem-se num cachecol de lã e aqueçam a alma com esta sopa de lentilha e cevada, que nós provamos em um restaurante, desenvolvemos e aprimoramos em casa e fizemos várias vezes.

Começamos com um refogado de cebola, aipo e pimentão...


Acrescentamos tomates e cogumelos, e depois a lentilha e a cevada (pode ser trigo também; na verdade a receita do restaurante era com trigo). Completamos com caldo de legumes e temperos básicos diversos.


No fim, já pronta, um punhado de salsinha, cebolinha e hortelã.


Já no prato, um jorrinho de azeite por cima. Absolutamente deliciosa!


A outra é comida indiana. Já fomos comer em vários restaurantes, tanto indianos quanto bengaleses, paquistaneses e afegãos. E sim, já sabemos até diferenciar o naan típico de cada país (naan é um pão chato, semelhante ao de tantas culturas daquela região).

Diversas vezes fizemos korma. Korma é um molho à base de curry (especiarias diversas, em geral carregado em gengibre, cebola, alho, pimenta e as especiarias tradicionais, como semente de coentro, cúrcuma, etc.). Mas há kormas diferentes, alguns com mais ênfase em tomate, outros com leite de coco e por aí vai. Na hora de cozinhar, misturamos com iogurte. Nós compramos o molho pronto -- há montes de tipos de molhos indianos, de masala a tandoor e diversos kormas, nos mercados aqui perto -- como quem compra molho de tomate na ala italiana do supermercado. Aí basta fazer o que quiser, geralmente cebolas, batatas e frango ou qualquer outra carne, e cozinhar com o molho. É muito simples e já virou quase um quebra-galho cotidiano aqui em casa. Nosso próximo passo é fazermos korma caseiro.

Aqui à esquerda está o Layes fingindo que está cozinhando, uma das vezes que veio filar o nosso korma (ele é nosso consultor para nos dizer se o sabor é como o que ele come lá naqueles lados, mas desconfiamos de que ele sempre diz que sim, está autêntico e maravilhoso e igual ao da minha mãe, não importa a barbeiragem que a gente faça).

Nessa ocasião, experimentamos pela primeira vez fazer palak paneer caseiro. Palak paneer é um dos pratos prediletos do Gus, e é basicamente um creme à base de tomates, repleto de espinafre (palak) picadinho, e com pedacinhos de paneer, que é um queijo meio insosso (quase um tofu) mas que fica bom fritinho e misturado nesses pratos. Seguimos a receita da nossa querida Manjula, nossa fonte de inspiração para pratos indianos, e ficou absolutamente espetacular. Tomates de lata batidos no liquidificador, repletos de especiarias, refogados com espinafre.

Para acompanhar, naan indiano. O Layes consegue comer só com o pão, sem talheres, mas o Gus e eu não desenvolvemos essa habilidade ainda...


Finalmente, estou fazendo uma tentativa, agora bem séria e dedicada, de tomar o gosto pelos pães e afins. Nunca curti ficar amassando farinha e coisa e tal, sempre tive um pouco de medo dessa história de que com um ovo a mais ou a menos, ou com óleo em vez de manteiga, pode sair um pão italiano ou um pastel de feira... Mas eu gosto de comer o resultado, naturalmente, e minha mãe adora fazer essas coisas, então decidi me empolgar com receitas novas.

Ontem foi minha primeira tentativa e, por sorte, foi bem-sucedida. Aqui é muito comum encontrarmos, nos cafés, o tal banana loaf, que é um pão de banana (o Gustavo manda dizer que é bolo de banana, não pão de banana, mas se eu quiser eu continuo chamando de pão).

Então, fiz o tal banana loaf. Bastante manteiga batida com açúcar, 4 ovos, açúcar mascavo, nós moscada, duas bananas amassadas, baunilha e fermento, claro.

A receita que eu peguei é um bolo mármore, então metade da preparação foi misturada a chocolate derretido, à qual eu adicionei pingos de chocolate amargo. A metade clara eu misturei com uns pedacinhos de nozes pecan, porque deu na telha.

Estou com preguiça de copiar a receita detalhada, então fiquem aí babando.

O bolinho, recém-saído do forno:


E o que restou na manhã seguinte:


Confesso que achei bem chato e inútil o lance do mármore. É mais mistura, mais vasilha para lavar. O chocolate derretido quase não deu gosto na massa -- mas os chips de chocolate amargo sim, deram um saborzinho ótimo! Então, da próxima vez, vai ser uma massa só, com os pinguinhos de chocolate misturados.

E agora mesmo estou com um briochão (massa de brioche, em formato de pão) crescendo no forno. Depois conto mais sobre minhas experiências padarísticas.

3 comentários:

Patrique disse...

19 graus? ONDE???????

Me fala que eu tô indo pra lá agora!!!!!

carladuc disse...

Adorei a receita da sopa de ervilhas. Anotada!

Gostei da dica do site de receitas indianas. Também já tá anotado.

E é curioso esse lance deles chamarem alguns bolos de pão. Aqui é a mesma coisa. Eu preparei um bolo de um livro holandês que chamava a receita de pão. Mas, pra nós brazucas, é um bolo. É o de banana, tâmaras e mel. Uma delícia, mas é esse lance entre pão e bolo. hehehe (http://www.entrepanelas.net/2009/08/28/bolo-de-banana-com-tamaras-e-mel/)

Obrigada por compartilhar essas dicas! Adorei! :)

Abraços,

Gus disse...

Oi Carla,

gostamos muito do site da Manjula. Volta e meia nos surpreendemos com o quanto há em comum entre o Brasil e a Índia, mesmo com todas as diferenças: ingrediantes, frutas, temperos... o mais interessante é que o modo de preparar das coisas é sempre muito diferente, mas a base é semelhante. Os portugueses devem ter trazido muita coisa da Índia para o Brasil.

Ah, e é bolo. Tem formato de bolo, gosto de bolo... só pode ser bolo!