domingo, 2 de agosto de 2009

Ah, a burocracia.

É o Gus:

Na sexta-feira, antes da viagem, resolvi passar na zona eleitoral para tentar justificar minha ausência no segundo turno da eleição passada. Não tinha muita certeza dos documentos que seriam necessários, então fui pedir informações ao "servidor público" de plantão.

Gus: Oi, tudo bem? Eu moro no exterior e queria justificar o voto.
Servidor Público: Você viajou quando e voltou quando?
G: Não, eu moro no exterior.
SP [cara de parede]: Precisa da passagem e do carimbo com a data de entrada no Brasil no passaporte.
G: Olha, eu não sei, aqui no Brasil ninguém carimbou meu passaporte não.
SP [cara de parede]: Precisa da passagem.
G: Olha, as companhias aéreas não emitem passagem, agora elas mandam um e-mail, mas eu tenho cópia, se precisar.
SP [revolta total]: assim não dá! Esses caras só complicam a nossa vida!! Eles tinham que emitir passagem!!!

Não precisa dizer que saí de lá sem justificar nada, inclusive o tempo que eu perdi tentando justificar o meu não exercício, por força maior, de um direito que é uma obrigação. Coisas de Brasil. Resolvi ficar quieto, pôr a viola no saco, e não perguntar para o "servidor público" em questão quem complica a vida de quem.

4 comentários:

Daniduc disse...

AO contrário, eu dei muita sorte nessa exata tarefa. O cara foi mega simpático, não pediu documento nenhum, me deu a guia com a multa de, sei lá, 3 reais, me indicou odne pagava. Paguei voltei e resolvi aproveitar e perguntar sobre a justificativa da Carla, que vota em outra sessão e não estava comigo. O cara, ah, mas você já devia ter me dito que a sua esposa também tinha que justificar, aí eu já tinha feito.

- Qual o nome dela?

Falei. Ele clec, clec, clec digitou no computador. Achou. Imprimiu outra guia. Paguei de novo mais, sei lá, três pilas. Voltei. Ele me deu ainda uma cópia de um extrato garantindo que estávamos quites com a justiça eleitoral. "Caso precise".

Gus disse...

Oi Dani, até que o cara não foi totalmente antipático, mas o que me chamou a atenção foi a cabecinha distorcida do cidadão... mas, claro, nada surpreendente em se tratando da função pública por ele exercida.

Em dezembro vou tentar novamente, e caso não dê eu pago a multa e pronto.

Uma maneira de "solucionar" o problema é mudar meu domicílio eleitoral aqui para o Canadá, e possaria a votar no consulado aqui de Toronto. Mas só de pensar na possibilidade de votar naquele consulado, já me desanimo. Vai ser uma solução que cria problemas piores.

Daniduc disse...

Ah é, teve essa diferença: eu não tava justificando. Eu tava regularizando. Eu não votei e não justifiquei. Deixei pra lá, e qdo voltei pro Brasil, fui lá na seção e paguei 3 contos e pouco de multa e fui isso.

Jeanne disse...

Contando até parece piada!
Bjs