sexta-feira, 10 de abril de 2009

Kew Gardens

Ontem fui a um parque chamado Kew Gardens, na orla do lago Ontário. É quase uma reta ao sul de onde a gente mora. Fui de bicicleta; são quase 6 km. O dia estava bonito, fazendo em torno de 10 graus. Havia esquilos e gaivotas por toda parte, em polvorosa.


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É uma vizinhança muito desagradável. Morri de pena.


O parque é muito grande. Uma parte ocupa um par de quarteirões para o norte, até a Queen, com áreas para andar e descansar e muitas mesas grandes para piqueniques, além de um campo de beisebol.



Outra parte contorna o lago, entre a rua da orla e a areia. Tem uma extensa ciclovia (que segue até o centro, na verdade) e muita área verde para lazer e esportes.


Fiquei impressionada com o complexo esportivo comunitário. Esses campos são de alguma espécie de boliche ou bochas na grama (como não havia ninguém jogando, confesso que não sei.)


Há 10 quadras de tênis, cinco de piso duro públicas e cinco de saibro, para membros do clube. Os clubes não estão abertos oficialmente ainda, então só as quadras públicas estão abertas. Bem na beira do lago.


A dura vida de frente para o lagão. Segundo meu maridinho espírito de oinc-oinc, no inverno o vento frio deve ser extremamente desagradável. É mesmo. Deus me livre de morar num lugar assim! O mais incrível é que as casas estão simplesmente abertas, sem cercas, para um parque público, com churrasqueiras, mesas e cadeiras, e bicicletas sobre o gramado. Em algumas casas também vi carrinhos de bebê, daqueles todos tchuns, na frente da casa. Não consigo deixar de me impressionar com a falta de medo da gente daqui.


Parque, "calçadão" (boardwalk), praia e lago.


Não estava tão frio assim, mas uma dona velhinha extremamente agasalhada foi olhar a água bem de perto. Achei a cena fofa.


A ciclovia.


Mas eu não fui andar de bicicleta. Fui jogar tênis com um cara. Acabei jogando com dois, um depois do outro. Não pretendo me associar ao Kew Gardens Tennis Club porque é bem caro, mas as quadras públicas são uma opção interessante. Joguei duas horas e meia, cada vez mais forte, até minha mão começar a formigar por causa da força e eu sentir umas três bolhas no pé. E ainda pedalei de volta (na subida!). Foi um ótimo exercício, e realmente preciso passear mais por lá. É lindo.

7 comentários:

erika disse...

Muito bonita essa área. Já estive na área das práias. É perto, mas não exatamente onde voce esteve. Adorei as fotos. Estou morrendo de vontade de pedalar agora :)

Carol disse...

É uma delícia! Eu já tinha andado na praia da Woodbine para o oeste. Esta parte é da Woodbine para o leste, até o final da ciclovia.

Temos que pedalar sim!! Eu estou convencendo o Gustavo!

Roney Belhassof disse...

Adorararia morar em uma região assim! A visão de cima é impressionante! Altamente povoado, mas tudo verdinho!

Porque não tinha praticamente ninguém na rua? Era muito cedo?

Quais foram os placares das partidas de tênis? ;-)

Sou evolucionista e sempre vejo um futuro melhor à frente, mas é muito difícil imaginar um Rio de Janeiro onde as pessoas deixem as coisas nos jardins sem cercas e as casas abertas...

Talvez somente regiões que nunca conheceram a violência típica de grandes centros urbanos de crescimento descontrolado (coisa que a gente nota que não ocorreu ai pela urbanização simétrica) possam ter esse ambiente pacífico.

Carol disse...

Oi, Roney.

Eu realmente não me canso de pedalar pelas ruas menores olhando as casinhas, as crianças brincando na rua, as pessoas que te cumprimentam ao passar por você. É uma tranquilidade e uma cortesia que causam uma sensação bem estranha na gente.

Não é tão altamente povoado, não. Olhando de cima parece, mas repare que praticamente tudo são casas! Se em cada quarteirão tem 10 casas, p.ex., com 4 pessoas em cada uma, quanta gente haveria num prédio de 15 andares que ocupasse o espaço de duas casas? Tem prédios altos também, mas ainda são raros, quase inexistentes nessa região tradicional da praia.

E tem muito verde, sim. Sempre, até no centro. A cada 2, 3 quarteirões tem uma praça arborizada na cidade toda. Aqui para os meus lados tem bem mais, pois há muitos riachos e ravinas que fazem parques grandes. E isso implica esquilos, guaxinins, raposas, águias... Uma delícia.

East York (onde eu moro) passou a fazer parte da Grande Toronto há poucos anos. Antes era outra cidade. Tradicional, bem britânica. Daí a quantidade de campos de golfe, tênis, críquete, etc.

Não era cedo não, eu joguei das 14:30 às 16:30, no horário mais quente do dia. Ainda assim, estava 10 graus e com vento frio. E era quinta-feira, daí quase só ter velhinhas caminhando na praia. De qualquer forma, a noção de "muita gente" aqui é TOTALMENTE diferente dos padrões brasileiros. O GTA (Toronto mais 4 ex-cidades), que se espalha em uma área bem grande, tem 5 milhões de habitantes. É raro mesmo ver gente acumulada ou mesmo filas, exceto nas estações de metrô do centro na hora do rush (17h).

Quanto à violência, aqui também existe, mas não faz parte da rotina das pessoas. Em estacionamentos, há recomendações muito explíticas e didáticas para que as pessoas tranquem os carros. Isso diz muita coisa :)

Tênis: o tal cara me chamou para jogar lá (não nos conhecíamos ainda). Quando cheguei, ele disse que tinha jogado 2 horas com outro cara. Aquecemos e começamos a jogar. Eu demoro para pegar o pique e estava perdendo 2-5. O cara ficou dizendo que eu jogava bem, melhor que a maioria das mulheres e coisa e tal. Aí eu engrenei e fiz 3, 4, 5, 6 e ganhei 7-5. O cara ficou aflito, trocou de raquete, disse que a coisa estava ficando séria, que eu tinha escondido o jogo. Pediu outro set. Começamos mas, quando estava 3-1 para mim, ele pediu para parar porque estava morto. Nisso tinha outro cara chegando e eu fiquei batendo bola com ele (esse sim, um cara MUITO mais forte). Foi legal! Hoje tenho jogo também, e em maio vou competir pelo clube (competição de bairro, bem caidinha, mas é divertido).

Roney Belhassof disse...

Fico fascinado com histórias simples e cotidianas de outras culturas.

Por um lado acho ótimo ter pouca gente na rua, afinal sempre reclamo das multidões em Copacabana, mas também fiquei pensando que sentiria falta!

Onde o pessoal se aglomera por ai? Aqui é em torno de cinemas e bares ou restaurantes...

Ah! E tô todo orgulhoso de ter uma amiga que manda bem no tênis, não importa que seja nos jogos de bairro em vez de um campeonato nacional ;-)

Carol disse...

Ah, se tem coisa de que eu jamais sinto falta é de excesso de gente!

Mas no centro de TO fica bem agitado, sim. Tem muitas universidades, muitos cafés, bares, o distrito da moda e o do entretenimento (teatros, cinemas, etc.), muitas boates, muitos clubes de jazz, pubs e tal. Aqui em East York é mais calminho.

Mas a praia fica agitada no verão, assim como os parques. O pessoal não perde a oportunidade de ficar cada minuto ao ar livre. E é muito legal ver tanta gente fazendo esporte.

Gus disse...

Haha,

oi Roney. Difícil dizer onde as pessoas se aglomeram aqui em Toronto.

Bom, (1) em eventos especiais, mas isso não conta; (2) na primeira Chinatown (a cidade tem umas 3 ou mais), mas isso talvez não conte porque é um pedaço da China em Toronto e perto da população da China, alguns milhares de chineses não contam; (3) nos pubs na sexta-feira à tarde, mas isso também não conta porque está todo mundo bêbado e não consegue contar mesmo; (4) jogo do Maple Leafs, o time de Hockey de Toronto. Isso sim, é programa oficial dos locais. Quer dizer, quem consegue ir lá, porque os ingressos são vendidos por temporada e uma cadeira avulsa atrás do vestiário custa algumas centenas de dólares. Mas talvez isso não conte muito também, já que eu não sou muito fã de Hockey (5) no Tim Hortons dentro da universidade durante a semana, pois acho que todos os estudantes vão lá para comer donuts. Isso conta, e me irrita, já que eu quero apenas um café aguado que custa 99 centavos o balde e às vezes tenho que esperar uns 5 minutos na fila.

Acho que é isso. Carol, alguma outra coisa que eu tenha perdido?