domingo, 2 de maio de 2010

Mais experiências gastronômicas

É o Gus:

Morando perto da "little Bangladesh" (que eu saiba, ainda não há uma denominação oficial para a região onde moramos, mas se existisse ia ser algo assim) e conhecendo o Layes, temos experimentado com alguns pratos e ingredientes do subcontinente indiano.

Nosso primeiro contato foi com o arroz Basmati. Um pouco mais fino, achamos o Basmati mais saboroso do que o arroz que comprávamos no Brasil. Estávamos felizes na nossa ignorância etnocêntrica sobre os tipos de arroz Basmati disponíveis no mercado, até entrarmos na mercearia do conjunto de prédios onde o Layes mora (e muitos outros bengaleses). Isso tudo são marcas e tipos diferentes de Basmati! Eles são realmente profissionais quando o assunto é arroz...


Nosso segundo encontro com a culinária da região foi em um restaurante indiano muito bom, lá na "Little India" (essa sim uma denominação oficiosa). Fizemos um post sobre o que vimos e comemos lá. Mas nosso terceiro contato foi em um restaurante "dos locais", dica do Layes. Chamado Makkah, o restaurante segue a melhor tradição boteco/pé-sujo carioca: se eu não soubesse que era bom, nunca teria coragem de entrar e comer no lugar se estivesse passando na porta. Apesar do visual detonado, a comida é muito boa mesmo. Fantásticos kebobs, acompanhados do frango Tandoori. O único senão é o coentro que eles usam por cima... mas é tão bom que dá até para encarar o dito cujo.


Outro "novo favorito" é o pão naan. A região inteira faz naan, que é um pão sem fermento como o pita, mas em cada país ele tem características diferentes (imagino que em cada região em cada país também haja variações). Já experimentamos o naan iraniano e o afegão. O iraniano da padaria aqui perto de casa é fantástico, mas é mais fibroso e vendido em pedaços grandes, quase a metro. O afegão achamos meio duro. O naan indiano/paquistanês lembra mais o pita. Esses aqui de baixo são do Makkah (acho que o Makkah é paquistanês). São feitos na hora no próprio restaurante e são deliciosos.


Abaixo, uma amostra dos outros pratos do Makkah. Claro, não lembro de todos os nomes. Meu predileto, por acaso, não está retratado aqui: é o palak paneer, uma espécie de creme de espinafre com especiarias e o queijo indiano paneer. O da foto (prato superior, à esquerda) é o mattar paneer, à base de ervilhas.


Nosso próximo encontro com a culinária da região foi com os doces. Em geral, os doces são uma variação do mesmo tema (ou melhor, sem muita variação): leite, farinha, açucar e alguma essência aromática. O Layes sempre trazia alguns deles para nossos jantares e eventos gastronômicos e acabamos gostando de vários.



O Cham Cham foi o que fez menos sucesso. Nessa foto temos um industrializado, mas imagino que o caseiro não seja muito diferente. Não tem muito sabor, a consistência é esquisita, e ele lembra uma esponja boiando em uma calda de açúcar (muito) doce.


Há outros doces, como os burfis (mais duros, feitos de leite e açúcar, vendidos em tabuleiros), mas nossos preferidos estão na foto acima. O superior à esquerda, chamado Gulab Jamun, é uma massa de leite em pó, farinha e açúcar, frita e mergulhada em uma calda de açúcar. Bom. Mesmo. A Carol é louca por eles. No canto inferior à direita, o Rasmalai: uma massa feita com queijo paneer e mergulhado em uma calda à base de leite, açúcar e pistachos. Esse é o meu predileto. Muito bom mesmo. (se vocês notaram, há ainda beijinhos e nozes e tâmaras na foto).

Claro que toda essa comilança deve ter um preço: é muito açucar, carne, gordura... mas o negócio é malhar para poder comer!

3 comentários:

Bruno disse...

Como a gente aprende com os experimentos culinários de vocês!
Aquelas comidas eram muito picantes ou dá para encarar?
Inté!

Carol disse...

Essas do Makkah são picantes pra k7!!! Fico com a boca ardida até o dia seguinte. Mas são muito saborosas e dá para encarar, sobretudo acompanhadas de um shake de iogurte com manga delicioso, que neutraliza a pimenta.

Gus disse...

Sim, sim, o mango lassi é fundamental... ajuda mesmo a aguentar o tempero, hehe. Mas mesmo assim, a comida é boa!