terça-feira, 30 de junho de 2009

É o Gus:

Já faz algumas semanas, a rua aqui do lado de casa está em obras. Primeiro eles começaram com as calçadas, depois rasparam todo o asfalto, e agora estão recapeando. Palmas, palmas, nossos impostos, etc. Mas porque os %%&&**$$(($$$ precisam começar a obrar às 7 horas da manhã?

Diria a Carol: mas essa é a rotina desses caras mesmo, eles acordam às 4 da manhã, então saem cedo, então... (isso até um dia ela acordar com o barulho e dirigir gentilezas e cumprimentos aos amigos na escavadeira cavando um buraquinho de leve do lado da nossa janela).

Na verdade, o que mais irrita nem é a quebradeira, porque foi bem rápida. O que torra a paciência é o barulho da marcha-a-ré dos caminhões e tratores (deve ser uma exigência legal, então é um tal de piii-piii-piii-piii o dia inteiro), a fumaça do escapamento (porque os caras largam os caminhões e tratores ligados, o dia inteiro, vai saber por que), e o cheiro do asfalto.

Parafraseando aquele famoso diálogo do Apocalipse Now:



Gus: Smell that? You smell that?
Carol: What?
Gus: Asphalt, woman. Nothing else in the world smells like that.

[kneels]
Gus: I hate the smell of asphalt in the morning. You know, the smell, you know that asphalt smell, the whole street, the whole house. Smells like...
[sniffing, pondering]
Gus: End. Some day this construction work gonna end...
[suddenly walks off]

Um comentário:

Daniduc disse...

Heh. Simpatizo com sua dor.