domingo, 2 de março de 2008

Tratorzões e Tratorzinhos

Este ano houve recorde de precipitação de neve em dezembro, janeiro e fevereiro, superando índices históricos de muitos anos atrás. No início de janeiro houve um surto de calor que derreteu tudo, mas mesmo assim o que caiu depois foi suficiente para formar enormes montanhas nas calçadas e em parte das ruas.

Essas montanhas foram se transformando em gelo, muito duro e pesado. As ruas ficaram estreitas e não havia lugar para os carros estacionarem.

Então, na segunda metade de fevereiro, foi lançado um programa intensivo e muito caro de remoção dessa neve. Por toda a cidade, passaram vários tratores, que iam enchendo caminhões que levavam a neve para um depósito.

Foram vários milhares de caminhões. Aqui na nossa rua, durante uns dois dias passaram dois tratores grandes, acompanhados de uma fileira de caminhões. Os tratores vão triturando o gelo e lançando a neve na caçamba do caminhão. A cada dois ou três quarteirões o caminhão enche e sai, aí entra outro vazio e o trator continua.

Só aqui por perto, devemos ter visto 20 caminhões ou mais, só tirando a neve da sarjeta. Quer dizer, é impressionante também a quantidade de neve que nós tiramos da calçada e da frente da casa. No nosso jardinzinho, a pilha de neve já está quase da altura da grade.

Nas fotos acima, um dos tratores, de frente e andando na frente da nossa casa, jogando a neve no caminhão que vai andando do lado.

À direita, outro trator. Este foi engraçado. É um trator comum, com um triturador e motor encaixado na parte da frente. O bico lança a neve com tanta força que o caminhão tinha que andar meio longe, e mesmo assim o jato era tão forte que voava uma chuvinha de gelo para tudo que é lado.

Finalmente, um dos vários tratores minúsculos que iam vinham rodando para lá e para cá (os motoristas claramente adoram fazer piruetinhas), mas não conseguimos descobrir o que eles estavam fazendo. Não levantavam neve, não jogavam sal... Eles vinham, cutucavam um pouco o gelo, faziam mil piruetinhas e saíam. Acho que era só curtição, mesmo.

Nenhum comentário: