terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Jugglers

(Carol from Rio de Janeiro)

Most traffic lights in Rio count with the presence of all sorts of street "service providers" -- candy, home and office supplies sellers, windshield washers -- apart from beggars. We commonly see youngsters offering entertainment in the form of juggling, some very elaborate including human towers and clubs on fire.

With time, we simply filter them out of our sight.

But at this totally secondary, brief traffic light where the bus stopped, my eye caught the image of a young boy, probably around 8, attempting a very basic juggling act with three tennis balls. With the typically Brazilian dark skin, skinny, very short hair dyed light blond, wearing shorts and a t-shirt that were way too big for him, his height was barely that of the first car's windshield. Very serious and focused, after just a few seconds he dropped one of the balls.

"Why would anyone bother to pay for that?" was the thought that crossed my mind.

After retrieving the dropped ball, he stood in front of the first car and made a very reverent, circus-like bow.

Then, with both hands, he pulled his t-shirt up to his chest, displaying his thin torso, and slowly made a full turn, making it clear to his spectacular audience -- one person in the front car -- that he was not carrying any weapons. Then he proceeded to the side of the car to ask for a reward for his act.

Somehow, this scene sums up my feelings about this city.

6 comentários:

Anônimo disse...

Por que você faz tão pouco do nosso país? Por que você vive comparando ele ao Canadá?

Acho triste você passar uma imagem ruim do Brasil para seus amigos.

Principalmente por ser o seu país, e o país que mesmo você morando fora, te dá o pão de cada dia..


Triste!

Carol disse...

Eu também acho triste o que vejo no Rio. Essa historinha foi verídica; foi exatamente o que eu vi e pensei. Não exagerei para piorar nada. Senti muita pena desse menino e de pensar em como deve ter começado na vida para já aprender a trabalhar se identificando como um não-bandido.

A comparação com Toronto é inevitável, pois é onde eu moro atualmente. É impossível não compararmos tudo o tempo todo.

Economicamente, o Brasil está melhorando e sim, mantenho meus negócios no Brasil: meus clientes, meus parceiros de trabalho e uma boa fatia dos impostos que são cobrados do meu dinheiro suado. Quer dizer: mesmo não vivendo no Brasil nem "usufruindo" de tudo a que eu teria direito em troca dos impostos que pago, continuo contribuindo e dando minha forcinha no mercado de trabalho. Quer dizer, não sou exatamente uma ingrata que só tira dinheiro do Brasil e curte a vida em outro lugar. Muito pelo contrário.

Infelizmente, tenho ficado cada vez mais deprimida quando volto ao Rio. Não sei quais são as razões concretas para isso, mas também não vou mentir e dizer que acho tudo maravilhoso.

No que escrevo, seja sobre o lugar que for (inclusive Toronto), eu sempre tento passar minhas impressões, sejam elas positivas ou negativas. No meu post anterior, sobre o Aterro do Flamengo, não passei uma imagem deprimente. Sempre há um pouco de humor, sarcasmo e tal, mas esse é o meu jeito.

Não gosto de pintar tudo de uma cor só; as impressões podem ter uma gama imensa de tons e até serem contraditórias. É assim que eu vejo a vida e assim transmito o que vejo à minha volta.

Além disso, o blog é claramente pessoal, subjetivo e opinativo. Não escrevemos matérias de jornal nem fingimos ser imparciais. Sabemos que muita gente não concorda com a nossa opinião e aceitamos opiniões divergentes. Mas pelo menos não nos encondemos atrás de comentários anônimos...

Gus disse...

Aí anônimo... a gente tem toda a liberdade de colocar nossas opiniões no blog. O Brasil é uma país legal, mas tem muitos problemas. O Canadá é legal, mas tem outros problemas. Nunca escondemos isso aqui no blog. Aliás, o blog existe para contarmos nossas experiências, não para ficarmos fazendo propaganda ufanista do Brasil.

Aliás, esse tipo de patrulhamento ideológico é um saco. Coisa da época da ditadura, tipo "ame-o ou deixe-o". Podemos gostar do país mantendo nosso senso crítico, certo?

Claro que você tem total liberdade para criar seu próprio blog e escrever o que bem entender para os gringos lerem. Só não precisa pratulhar o nosso blog, ok?

carladuc disse...

Carol e Gus,

Mandaram muito bem nas respostas. Não tenho nem o que acrescentar.

Eu tenho que confessar que meus olhos encheram-se literalmente de lágrimas com esse post. Ao visualizar a cena, me emocionei.
Que triste o que vem acontecendo com as crianças no nosso país. Uma criança de 8 anos tinha que estar na escola ou brincando ou fazendo sua lição de casa. E não na rua, tendo que aprender a sobreviver e mostrar que não está armado pra pedir um trocado pelo trabalho que está tentando fazer. Muito triste.

Beijo,

Barts disse...

Realmente é triste mesmo, NESTE ponto eu concordo com o anônimo. Mas pera ai, e onde é que tá a mentira no que a Carol escreveu?

A gente pode gostar do Brasil, lutar por ele, pagar impostos (coisa que alguns sonegam) e continuar criticando o que não tá certo(como o Gustavo disse).

Ou gostar do meu país means ignorar seus erros?

A proposito, Carol, vc inda tá no rio? Vamos tomar alguma coisa (de alguem)?

Carol disse...

Oi, Barts!

Já voltamos para Toronto, logo antes da virada do ano. Que pena! Eu nem sabia que você morava no Rio! Seria muito legal nos encontrarmos.

Bj.